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13 de julho de 2010

Imposto sobre eletrônicos deixa produção nacional em desvantagem

Estudo realizado pela Prospectiva Consultoria a pedido do Valor revela que a incidência de ICMS (18% a 25%), PIS (1,65%) e Cofins (7,6%) sobre os produtos e componentes importados tornam os itens eletroeletrônicos mais caros no Brasil do que em outros países da América Latina. A consultoria avaliou em quanto o preço de um produto que chega ao porto livre de impostos (FOB) é elevado em função da incidência dos impostos.


De acordo com o cálculo da Prospectiva, uma TV de LCD importada, por exemplo, tem seu preço final elevado em 91,97% devido à incidência de tributos. Para se ter uma base de comparação, na Colômbia, o aumento é de 39,2%; no México, de 33,4%; e na Argentina, de 45,81%.

A incidência de impostos também aumenta o preço final pago no Brasil por notebooks (65,28%), smartphones (78,75%), consoles de jogos (161,74%), Blu-ray (84,49%), câmera digital e home theater (91,97%). Nos outros quatro países analisados, o aumento no preço final desses itens, por conta da carga tributária que é acrescida no preço praticado no varejo, varia entre 16% e 45,81%.

"O preço no Brasil é mais alto por causa dos impostos, e não por falta de competitividade da indústria", diz o diretor da Prospectiva Consultoria, Ricardo Camargo Mendes.

Os eletroeletrônicos fabricados aqui são vendidos mais caro que em outros países devido aos impostos sobre componentes importados e nacionais. Nos itens analisados, o aumento no preço final varia de 44,04% (no caso do notebook) até 120,39% (consoles de jogos). Na Colômbia e no México, o aumento no preço por incidência de impostos é de 16% e, na Argentina, de 21%. Valor Econômico

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