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9 de outubro de 2010

Entidade acusa coordenador da campanha de Dilma de produzir "cenário de meias-verdades"

CIRO GOMES, NA MIRA

Comitê Cearense da Cidadania pela Vida diz repudiar manipulação da opinião pública para ganhar eleição a qualquer custo.

As declarações feitas pelo deputado Ciro Gomes (PSB-SP) ao Estado, classificando como "calhordice" a polêmica em torno do aborto, provocaram repúdio por parte do Comitê Cearense da Cidadania pela Vida Brasil Sem Aborto. A organização integra o Movimento Nacional da Cidadania pela Vida, que se autodenomina de natureza suprapartidária e suprarreligiosa. O deputado Ciro Gomes, que em entrevista ao 'Estado' classificou como 'calhordice' a polêmica em torno do aborto. Por Carmem Pompeo


O Comitê Cearense lançou ontem nota contestando os argumentos de Ciro. "É lamentável que lideranças políticas locais, regionais ou nacionais, frente ao debate nacional que muito apropriadamente tem pautado o tema da legalização do aborto, nestas eleições, estabeleçam um cenário de meias-verdades, que em nada contribui para a consolidação da democracia brasileira", diz a nota. 

A entidade afirmou repudiar toda e qualquer manipulação da opinião pública com objetivos de ganhar, a qualquer custo, a eleição presidencial neste segundo turno. Segundo a nota, a intenção é chamar a atenção para determinadas informações veiculadas pela mídia.

"Inverdade". "Dizer que o presidente da República tem poder zero sobre o Congresso Nacional relacionado ao tema do aborto é uma inverdade. O presidente da República tem sempre, mesmo que não tenha maioria, muita influência sobre o parlamento brasileiro, seja para aprovar ou rejeitar projetos de lei em tramitação em qualquer uma das Casas (do Congresso)", contesta.

Ressalta ainda que é "prerrogativa constitucional do presidente da República sancionar ou vetar parcial ou no todo, os projetos de lei aprovados pelo Congresso Nacional dando, portanto, às matérias aprovadas, se sancionadas, a natureza jurídica de lei, que passa a vigorar a partir da publicação oficial da Presidência da República".

"É também prerrogativa constitucional do presidente propor ao Congresso Nacional projetos de lei, em caráter de urgência, ou seja, tramitação célere, podendo, inclusive, trancar a pauta da Casa onde o projeto de lei está tramitando se o mesmo não for votado no tempo constitucional determinado", argumenta.

O Brasil Sem Aborto é composto por professores, estudantes, advogados, além de líderes religiosos e comunitários.  O Estado de S.Paulo


ABORTO NÃO É QUESTÃO DE POLÍCIA, DIZ PETISTA
No primeiro ato de campanha em São Paulo após o início do segundo turno, a candidata do PT, Dilma Rousseff, disse que, como presidente, não tratará mulheres que fazem aborto como uma "questão de polícia", mas como uma "questão de saúde".

Em discurso na noite de ontem a militantes do PT e de movimentos sindicais, Dilma traçou uma diferença entre suas posições pessoal e política sobre o aborto.

"Eu quero dizer para vocês que eu, como pessoa, sou contra o aborto. Agora, eu, como presidente da República, não fecharei os olhos para as mulheres que, em momento de desespero, cometem atos extremos e que, em alguns deles, colocam em risco a própria vida. Como presidente, eu não tratarei essas mulheres como questão de polícia. Eu tratarei como questão de saúde", afirmou. Folha de São Paulo

É o seguinte:
Uma coisa não se pode negar: a candidata petista continua defendendo que o aborto seja legalizado. Em outras palavras, o que a candidata afirma é que o ABORTO É UMA QUESTÃO DE SUS. Arthur

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