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1 de outubro de 2010

Uma candidatura movida a gasto público

BOLSA-BNDES

O que se revelou realmente caro não foi angariar o apoio dos mais pobres e, sim, dos mais ricos.

Terão as forças políticas que se opõem a Dilma Rousseff condições de assegurar que a eleição exija segundo turno? A folgada liderança da ex-ministra-chefe da Casa Civil nas pesquisas de intenção de voto não caiu do céu. Foi fruto de gigantesca mobilização de recursos a que recorreu o governo, ao longo de pelo menos dois anos, para transformar uma candidata sem nenhuma experiência eleitoral prévia em concorrente viável à Presidência da República. É o momento de olhar para trás e perceber as reais proporções da mobilização fiscal levada à frente pelo governo para montar e nutrir a ampla coalizão política que hoje sustenta o bom desempenho eleitoral da candidata. Por Rogério L. F. Werneck

16 de setembro de 2010

Empresário acusa filho de Erenice de cobrar propina para liberar empréstimo do BNDES e diz que ficou “horrorizado de ter que pagar”

“A mulher de ferro é a Dilma e a Erenice, as duas”, diz Rubnei Quícoli da EDRB: “Fiquei horrorizado de ter de pagar”.

O empresário não pagou a propina e o BNDES rejeitou seu pedido de empréstimo. Quícoli conta que logo depois foi procurado por Marco Antônio Oliveira, que teria dito que a questão no BNDES poderia ser resolvida, desde que a EDRB desembolsasse R$ 5 milhões para saldar supostas despesas de campanha de Dilma.

A matéria: Firma de Lobby de filhos de ministra foi procurada para viabilizar projeto de energia solar. Negociação custaria 5% do empréstimo e R$ 240 mil em 6 vezes, dizem empresários. Por Rubens Valente, Fernanda Odila e Andreza Matais

Bolsa-empresário

Jamais pensei assistir a tamanho descalabro. Doze associações empresariais publicaram, nos principais jornais do país, um manifesto de apoio à política de financiamentos subsidiados do BNDES. De quebra, o presidente da Fiesp, em entrevista ao Valor, disse que o Brasil precisaria não de um, mas de três BNDES, além de fechar as fronteiras às importações por um tempo.

A mamata defendida pelo baronato tupiniquim, e apelidada pelos experts de política industrial, há muito deveria estar excluída da agenda política. Afinal, distribuir benesses a certos setores da economia costuma frear a competitividade, alimentar incompetência e corrupção, além de distorcer os preços relativos, com efeitos nefastos sobre toda a cadeia produtiva e sobre a eficiência mesma dos mercados. Por João Luiz Mauad

11 de setembro de 2010

Lambança nas contas

O governo tem pronto mais um truque para manter a gastança, chegar ao fim do ano como se tivesse cumprido a meta fiscal e ainda fazer sua parte na capitalização da Petrobrás. A nova lambança envolverá a participação do Tesouro e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) na mobilização de recursos para exploração do pré-sal. O resultado contábil da manobra será uma receita extraordinária para o governo. Com isso será mais fácil anunciar, dentro de alguns meses, o superávit fiscal planejado para 2010, um resultado equivalente a 3,3% do Produto Interno Bruto (PIB). O resultado obtido nos 12 meses terminados em agosto foi bem menor - 2,03% -, apesar do grande aumento da receita desde o fim da recessão. Opinião O Estado de São Paulo

Chávez utiliza Caixa Econômica em sua campanha de TV

Caixa serve ao bolivarianismo

As eleições em 26 de setembro na Venezuela são legislativas, mas é o presidente Hugo Chávez que não sai da TV numa frenética campanha para promover seus candidatos. E os carros-chefes da oferta eleitoral dessa vez são fruto de uma parceria do governo com a brasileira Caixa Econômica. Trata-se do programa de bancarização popular e da versão venezuelana do Minha Casa, Minha Vida.

Ontem à tarde, no complexo de favelas do Petare, no leste de Caracas, Chávez puxou um "Viva, Lula!", respondido com entusiasmo pela plateia.

9 de setembro de 2010

Recursos públicos e a Copa do Mundo

Perguntar não ofende: num país em que a saúde, a educação e outros serviços essenciais deixam a desejar, o leitor contribuinte é favorável a que os escassos recursos públicos sejam utilizados para pagar a construção de estádios que sediarão os jogos da Copa do Mundo de Futebol de 2014?

A resposta deverá ser precedida por uma análise serena do orçamento do país. Mas não basta cotejar apenas receitas e despesas, para verificar se sobra algum para fazer a festa da Copa. Aliás, essa é uma boa oportunidade para, mais uma vez, a sociedade lançar um olhar crítico sobre a qualidade das despesas cobertas pelos cofres públicos. Por Ruy Martins Altenfelder Silva (*)

28 de agosto de 2010

A construção do estádio do Corinthians pela Odebrecht contará com financiamento do BNDES e isenção fiscal


A construtora pretende utilizar a linha especial criada para a Copa do Mundo de 2014, a BNDES ProCopa Arenas. A linha de financiamento conta com aproximadamente R$ 4,8 bilhões para a construção e reforma de estádios que serão utilizados na Copa. O presidente Lula, que também é corintiano, foi o principal articulador do projeto do estádio do time. Por Guilherme Barros


Não existe almoço grátis, não é mesmo? Alguém tem que pagar!
Por volta do meio-dia na próxima segunda-feira 30, o Impostômetro, da Associação Comercial de São Paulo, vai registrar em tempo real a marca de R$ 800 bilhões na arrecadação de impostos. Em 2009, tal valor foi alcançado 39 dias mais tarde, portanto, em outubro. A entidade estima que a mordida do Leão em 2010, considerando o apetite da fera, será da ordem de R$ 1 trilhão e 200 bilhões. Por Ricardo Boechat

18 de agosto de 2010

Hotel de Eike recebe R$ 147 mi para a Copa

Financiamento do BNDES será usado na reforma do Glória, um dos mais famosos do Rio

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) anunciou ontem os primeiros financiamentos da linha ProCopa Turismo, destinada a reforma e construção de hotéis para a Copa do Mundo de 2014. O Hotel Glória, comprado em 2008 pelo empresário Eike Batista, receberá R$ 146,5 milhões, e a GB Copacabana Administração Hoteleira, R$ 11,6 milhões, para a construção de um hotel da rede Ibis em Copacabana. Por Janaina Lage

16 de agosto de 2010

O Tesouro e o BNDES: prejuízo fiscal e retorno duvidoso

De um lado, é claro que o apoio dado pelo Tesouro ao BNDES piora a situação fiscal do país. De outro, o que impera é a total falta de transparência. Não há clareza tanto sobre o retorno dos investimentos realizados pelo BNDES quanto sobre os critérios para eleição de 'campeãs nacionais'

Economistas, políticos de oposição e jornalistas – inclusive os da conceituada revista The Economist, que disse que o banco promove o “Carnaval do crédito” – afirmam que seu grande volume de desembolsos, viabilizado por crescentes aportes do Tesouro Nacional, tem elevado de forma perigosa a dívida bruta do país, que hoje ultrapassa os 60% do PIB. Na visão dos críticos, a instituição funciona como uma espécie de orçamento paralelo.

9 de agosto de 2010

Hugo Chávez está destruindo a economia da Venezuela

Impressionante artigo sobre a magnitude do desastre econômico e social da Venezuela, provocado por Hugo Chávez. Foi escrito por R. John Thomson e Norman Pino De Lion e publicado na Humanevents.

O ABRAÇO DOS AFOGADOS
E neste buraco, chamado Venezuela, que Lula tenta impulsionar recursos financeiros, incentivando empresários brasileiros a investirem em um país completamente falido.

Não é difícil entender. As construtoras que lá estão, fazem parte do grupo dos 12 que têm as chaves do cofre bilionário do BNDES — como publicou o Estadão, neste final de semana. Entre elas, a Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa e Odebrecht, as três que mais arriscam capital no país moribundo.

Depois de traduzir o material abaixo, cheguei à conclusão de que as construtoras podem ser “laranjas” de Luis Inácio. Elas funcionam como uma ‘ponte’, um meio de transferência de recursos públicos do Brasil para a Venezuela. Uma espécie de balão de oxigênio para tentar salvar a revolução boquirrota do Chávez — o projeto bolivariano para o continente — que começa a fazer água, colocando em risco as ambições de poder daqueles que o apóiam. É a única coisa que explica esse "abraço", prá lá de arriscado, de Lula da Silva. FDS (Arthur)

8 de agosto de 2010

Doze grupos ficam com 57% de repasses do BNDES

Maior financiador a longo prazo do país favorece Petrobras, Eletrobras e dez grupos privados, que concentram crédito de R$ 95 bilhões desde 2008

As chaves do cofre bilionário do BNDES estão nas mãos de dois gigantes estatais e um punhado de grupos privados que nos últimos anos se associaram a projetos de interesse do governo. Levantamento feito pela Folha com base nas operações divulgadas pelo banco revela que a Petrobras, a Eletrobras e dez grupos privados ficaram com 57% dos R$ 168 bilhões destinados a transações contratadas de 2008 até junho deste ano. Por Ricardo Balthazar

7 de agosto de 2010

Lula incentiva negócios com a Venezuela, que “aceleram a transição ao socialismo”

Apesar do calote que as empresas brasileiras estão levando, o BNDES continuará ajudando o coveiro bolivariano — com o nosso dinheiro — a implantar seu socialismo do século 21. Não há dúvidas de que os venezuelanos devem agradecer ao Lula, por mais essa ajuda, pela cubanização de seu país. E nós, brasileiros, é quem estamos financiando a brutal ditadura chavista, através dos empréstimos públicos. FDS (Arthur)

Materia da Folha: Com Chávez, Lula agradece a empresários: O presidente Luiz Inácio Lula da Silva agradeceu aos empresários brasileiros ontem em Caracas por "confiarem" em suas propostas para fazer negócios com a Venezuela de Hugo Chávez, que aceleram a agenda parlamentar de "transição ao socialismo" e atravessa o segundo ano consecutivo de recessão.

6 de agosto de 2010

Chávez dá calote nos brasileiros

Como era de se esperar, a cubanização da Venezuela depois de destruir a economia do país governado pelo coveiro bolivariano, agora está dando calotes nas empresas brasileiras que — por falta de ética, diga-se — apostaram em um país onde seu governo antidemocrático, imoral, brutal e criminoso, destrói tudo e todos porque não tem compromisso nem respeito com ninguém.

O pior dessa história — longe de ser o fato de uma Odebrecht, Andrade Gutierrez, Camargo Correa, e outras, que têm bilhões em negócios na Venezuela, estarem prestes a sofrer um duro golpe do governo chavista — é que nós, brasileiros, financiamos suas apostas naquele país, por obra e iniciativa do irresponsável governo Lula, que usou nosso dinheiro para financiar a revolução daquele demente — a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial abriu um escritório em Caracas e o BNDES liberou bilhões em créditos.

Portanto, nós, contribuintes brasileiros, é quem estamos levando esta tunga do Chávez. Como não bastasse pagarmos pela corrupção e incompetência do governo petista, também vamos pagar pelo fracasso da revolução bolivariana. É fácil apostar em 'zebras' com o dinheiro dos outros. Abaixo, os artigos do Estadão. Por FDS (Arthur)

1 de agosto de 2010

Empresários reclamam de acesso difícil ao BNDES

Indústria sofre para ter acesso ao crédito com taxas mais baixas; empresas reclamam das garantias exigidas

Enquanto o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) desembolsa bilhões de reais para megaempreendimentos de infraestrutura e multinacionais, a indústria ainda sofre para ter acesso ao crédito com taxas mais baixas. As empresas reclamam das garantias exigidas e do excesso de burocracia para conseguir um empréstimo do banco estatal.

29 de julho de 2010

Petrobras pega na CEF triplo de toda verba do saneamento

A CEF já emprestou para a Petrobras R$ 5,6 bilhões em menos de dois anos: R$ 2 bilhões no mês passado e R$ 3,6 bilhões no auge da crise financeira global, em 2008. O crédito dado à Petrobras representa praticamente três vezes todo o dinheiro da Caixa para saneamento, que não passa de R$ 1,982 bilhão. Os R$ 5,6 bi emprestados quase se igualam aos valores desembolsados no programa Minha Casa, Minha Vida, a vitrine do governo Lula para habitação popular. Como a Petrobras tornou-se o principal devedor da Caixa, envolvendo valores elevados, o banco público criou uma Superintendência Regional, no Rio, "destinada ao relacionamento institucional com a Petrobras". O Globo

Cresce interferência do governo em negócios

BNDES e fundos de pensão patrocinam parceria Oi/Portugal Telecom, além de fusões e consórcios

Nenhuma outra empresa simboliza tanto a interferência do presidente Lula no setor privado como a Oi. Marca do segundo mandato do petista, a política de ingerência estatal nas decisões do mundo privado levou o governo a alterar leis para garantir a fusão entre a Telemar e a Brasil Telecom, fazendo surgir a nova Oi. Operação viabilizada pelos fundos de pensão de estatais e BNDES. Os mesmos atores que novamente são acionados pelo presidente Lula para garantir a entrada da Portugal Telecom na Oi. Por Valdo Cruz

O custo fiscal dos empréstimos ao BNDES

É surpreendente que o Congresso Nacional tenha aprovado um bilionário empréstimo do Tesouro Nacional ao BNDES e, em seguida, autorizado o mesmo banco a conceder financiamentos subsidiados sem perguntar quanto essas operações irão custar para os contribuintes, que pagarão a conta ao longo das próximas décadas. Uma explicação para essa falta de curiosidade dos parlamentares pode ser o fato de a Medida Provisória 453, autorizando o Tesouro a conceder um empréstimo de R$ 100 bilhões ao BNDES, datar de janeiro de 2009 - no ápice dos efeitos da crise financeira internacional sobre o Brasil, quando se temia que a recessão profunda no mundo pudesse ter dramáticas consequências sobre o nível de emprego e renda no país. Mas a MP 465, que autorizou a concessão de empréstimos subsidiados aos empresários que quisessem investir, é de junho de 2009, quando o Brasil já tinha deixado a recessão para trás. Por Ribamar Oliveira

23 de julho de 2010

O destempero do ministro da Fazenda

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, mais uma vez partiu para a agressividade para sustentar seus pontos de vista num debate público - e, mais uma vez, mostrou mais vocação para o destempero do que para a argumentação. Ao defender a intervenção do BNDES, tentou desqualificar os críticos dessa política, acusando-os de responsáveis pela hiperinflação e pela crise cambial. "Eles quebrariam o País de novo", disse o ministro numa entrevista ao Estado. Mais que inútil, o esforço foi contraproducente. Ele não conseguiu justificar a transferência de R$ 180 bilhões do Tesouro para o banco nem os subsídios - por ele estimados entre R$ 5,5 bilhões e R$ 6 bilhões - concedidos com dinheiro do contribuinte a empresários escolhidos pelo governo. Editorial da Folha de São Paulo

22 de julho de 2010

Por que subsidiar o grande conglomerado?

Tributação elevada que contribui para que empresas se mantenham na informalidade é usada para subsidiar as grandes companhias

Em artigo anterior (Valor 28/05/10), argumentamos com dados que a maior parte do atraso brasileiro em relação aos países mais ricos deve-se à ineficiência geral da economia e à baixa escolaridade da população. Juntos, os dois fatores explicam cerca de 85% da diferença entre a renda per capita do Brasil e a dos EUA; os 15% restantes se devem à insuficiência de capital. Entretanto, mesmo não sendo a insuficiência de capital o principal entrave ao avanço do país, as políticas de promoção do crescimento em vigor teimam em repetir a mesma estratégia adotada nas décadas de 1950 a 1970, priorizando volumosos - e custosos - financiamentos à acumulação de capital. Por Pedro C. Ferreira e Renato Fragelli

19 de julho de 2010

Finanças federais: a volta às trevas

Com razão, muitos analistas têm mostrado que o governo esconde subsídios generosos a empresas, concedidos mediante o suprimento de vultosos recursos ao BNDES (207 bilhões de reais até agora). Além disso, oculta o crescimento da dívida pública. As estatísticas oficiais dão a impressão de que a dívida não se altera com esse suprimento. Divulga-se a divida líquida (a bruta menos o suprimento). Por Maílson da Nóbrega