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9 de outubro de 2010

Um silêncio covarde

Brasil se cala novamente a respeito da proteção dos direitos humanos, agora no Prêmio Nobel da Paz. De que tem medo o governo Lula quando se trata de violações aos direitos humanos que envolvem ditaduras?

Que ensurdecedor -e triste- silêncio do governo brasileiro em relação à concessão do Nobel da Paz ao dissidente chinês Liu Xiaobo. Nem precisava manifestar "grande alegria", tal como o fez, no ano passado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para se referir a idêntico prêmio para seu colega Barack Obama. O Itamaraty alega que chefe de Estado premiado é uma coisa, dissidente é outra. É claro que uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa, mas parece-me muito mais digno manifestar alegria pela premiação de quem luta pelos direitos humanos do que pela do presidente de um país que estava -e continua- envolvido em duas guerras. Por Clovis Rossi

Brasília silencia; Garcia "torcia por Morales”

O Itamaraty e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva silenciaram ontem sobre a escolha do dissidente chinês Liu Xiaobo para o Prêmio Nobel da Paz.

Até o fechamento desta edição, nenhuma nota ou comunicado oficial haviam sido divulgados pelo Ministério de Relações Exteriores e pelo Planalto; Lula e o chanceler Celso Amorim não fizeram comentários públicos. Já o assessor especial para Assuntos Internacionais do governo, Marco Aurélio Garcia, disse desconhecer o dissidente chinês e que estava torcendo por outra pessoa. "Não tenho a menor informação sobre ele. O meu candidato era outro, o presidente [da Bolívia] Evo Morales", disse Garcia. Por Simone Iglesias

10 de setembro de 2010

Brasil banca obras energéticas em países vizinhos

Por isto, Lula defende impostos absurdamente elevados. Somos extorquidos, sem dó nem piedade, porque ele quer bancar a incompetência dos companheiros-vizinhos. Enquanto isto, aqui, no Brasil, 13 milhões de brasileiros defecam direto na terra, não sabem o que é ter um banheiro em casa. Ora, que casa? Segundo o IBGE, 43% das casas são consideradas inadequadas para moradia. Por Arthur (FDS)

Integração em infraestrutura é parte da estratégia do governo, que vê risco de isso ser visto como "intrusão". Países como Venezuela, Argentina e Paraguai têm apresentado deficit quanto ao fornecimento pleno de eletricidade O Brasil vai bancar nos próximos anos projetos de segurança e integração energética de países vizinhos, seguindo a tônica do governo Lula de que não é bom se desenvolver estando rodeado de problemas estruturais. Por Sofia Fernandes

13 de agosto de 2010

Irã desmente pedido oficial de Lula

Apesar dessa gente não valer um caroço, ainda assim, acredito mais nos aitolás assassinos do que nessa patuléia lulista. FDS

Telefone sem fio Brasília-Teerã - Embaixador do Irã desmente que governo brasileiro tenha feito oferta oficial sobre Sakineh.Contrariando as declarações do ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, o embaixador do Irã em Brasília, Mohsen Shaterzadeh, negou ontem que o governo brasileiro tenha feito a Teerã uma oferta formal de asilo humanitário para a iraniana Sakineh Ashtiani, condenada ao apedrejamento por adultério e suposto assassinato de seu marido. Por Eliane Oliveira

8 de agosto de 2010

Prejuízos à vista na Venezuela

Empresas brasileiras poderão pagar caro por haver acreditado no presidente Hugo Chávez e, mais que isso, por ter levado a sério o entusiasmo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em relação ao companheiro bolivariano, grande arauto do socialismo do século 21.

O mandachuva bolivariano poderá investir contra empresas brasileiras, a qualquer momento, quando julgar necessário para manter a ascendência sobre uma população cada vez mais sacrificada pela inflação, pela escassez de comida, pelos apagões e por uma prolongada crise econômica.

6 de agosto de 2010

Irã já afeta laços comerciais Brasil-EUA

O preço das escolhas de Lula (título meu)

Acordo nuclear com Teerã, em maio, cria rusgas e ameaça provocar retaliações por parte de governo e lobistas. Áreas mais visadas por Washington são a manutenção de tarifa ao etanol e benefícios para produtos brasileiros

A deterioração nas relações entre Brasil e EUA em meio a divergências quanto à questão iraniana começa a ameaçar os laços comerciais bilaterais. - Reuters via Folha de São Paulo

4 de agosto de 2010

Na ONU, Brasil pede diálogo com violadores de direitos

Em carta enviada a todos os Estados-membros da organização, representantes brasileiros defendem o diálogo com "infratores" e propõem reforma para que a condenação pública seja apenas o último recurso do Conselho de Direitos Humanos. O Itamaraty propôs que a organização evite censurar publicamente regimes autoritários. A estratégia é abster-se em votações sobre alguns casos e tentar manter o diálogo, mesmo com governos que cometeram atrocidades. Por Jamil Chade – Estadão – continue lendo aqui

Leia também: Lula defende programa iraniano e constrange presidente argentina

The Washington Post: “O melhor amigo dos tiranos no mundo democrático”

O colunista Jackson Diehl fez pesadas críticas ao líder brasileiro. “O melhor amigo dos tiranos no mundo democrático — o presidente Luiz Inácio Lula da Silva — mais uma vez foi humilhado por um de seus clientes”, escreveu. Segundo Dielh, o cliente é o iraniano Mahmud Ahmadinejad, “o patrocinador do terrorismo e que nega o Holocausto”. O texto afirma que Lula ofereceu asilo à condenada Sakineh Ashtiani, “sob pressão de manifestantes brasileiros”.

CNN
De acordo com o site da rede de TV norte-americana, “apesar da pressão internacional, o Irã afirmou que rejeita a oferta de asilo a uma mulher sentenciada à morte por apedrejamento”. O texto lembra que ativistas de direitos humanos escreveram uma carta a Lula, dizendo que sua oferta de asilo era um “passo importante” para salvar Sakineh Ashtiani.

28 de julho de 2010

Petrobrás silencia sobre seu futuro no Equador

A Petrobrás manteve o silêncio sobre seus planos no Equador, dois dias após o presidente Rafael Correa aprovar, por decreto, uma lei de hidrocarbonetos que lhe permite renegociar acordos e, eventualmente, nacionalizar empresas estrangeiras do setor energético. A estatal brasileira explora dois poços em território equatoriano. Segundo Correa, as companhias que não aceitarem um acordo em até 120 dias terão seus campos tomados.

17 de julho de 2010

Laço Brasil-Irã recebe críticas em ato antiterror

Em aniversário de ataque contra a Amia, líder de associação de parentes das vítimas diz na Argentina que Teerã se arma com a anuência de Brasília

A cerimônia de homenagem aos 85 mortos no atentado contra a Associação Mutual Israelita Argentina (Amia) transformou-se ontem em uma tribuna de críticas ao Irã. Segundo a Justiça argentina, iranianos teriam sido os mentores do ataque terrorista que em 18 de julho 1994 arrasou a entidade beneficente judaica no centro de Buenos Aires. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva também foi criticado por sua política de aproximação com o Irã.

14 de julho de 2010

Governo Lula já deu US$ 8 Bilhões ao Paraguai

Desde a posse, em 2003, o presidente Lula ordenou a transferência de dinheiro e o pagamento de obras e programas no total superior a US$ 3 bilhões para o Paraguai, a título de "ajuda", além de mais de US$ 5 bilhões em "dividendos" de Itaipu Binacional, muito embora aquele país não tenha investido um só centavo na empresa. A revelação é de um dos maiores especialistas no assunto, o senador Edison Lobão (PMDB-MA), ex-ministro de Minas e Energia de Lula até há algumas semanas.

13 de julho de 2010

Brasil sem vaga à mesa

Para quem andou trombeteando que o Brasil se tornou o mais novo ator no cenário Global, não deixa de ser hilário ver que o Itamaraty não conseguiu sequer um reles lugar para sentarse à mesa.

Potências negam ter Brasil e Turquia nas conversas com o Irã: Diplomatas afirmam não ser verdade que os dois países foram aceitos no Grupo de Viena. EUA, Rússia e França negaram ter aceito a entrada do Brasil e da Turquia no grupo que negocia o impasse nuclear com o Irã, como afirmara na véspera a imprensa do país, disseram ontem diplomatas a par das conversas.

7 de julho de 2010

Coração das trevas

O giro africano de Lula, presumivelmente o último de sua gestão, sacramenta aquilo que os apologistas do Itamaraty consideram espertíssimo pragmatismo diplomático. Não há problemas em adular regimes desprezíveis, sob esta visão, se houver dividendos. Os mais óbvios são econômicos: o Brasil, Petrobras à frente, tenta garantir para si um naco do butim pós-colonial a que diversas elites africanas se permitem. Temos de correr, dizem os mascates, pois os chineses para variar estão na frente.

5 de julho de 2010

'Negócios são negócios', defende Amorim antes de encontro com líder golpista

O resto que se “fueda”! “Celso Amorim (relações externas) defendeu nesta 2ª. feira que o Brasil amplie as relações com a Guiné Equatorial, país acusado de graves violações de direitos humanos, argumentando que "negócios são negócios”. Lula está na capital, para se encontrar com o presidente Obiang Nguema - que tomou o poder do pequeno país há 31 anos por meio de um golpe de Estado. A visita de Lula vem sendo duramente criticada por grupos de defesa de direitos humanos. Para a Human Rights Watch, o presidente Obiang é um dos líderes mais corruptos do mundo”. Leia mais aqui

3 de julho de 2010

País perde R$ 7 bi em acordos regionais

A busca incessante do governo brasileiro para conquistar a liderança da América Latina têm custado caro ao País. Só os acordos de integração energética com os países vizinhos provocaram prejuízo de R$ 7 bilhões à sociedade brasileira, entre 2004 e 2010. A cifra, calculada pelo Instituto Acende Brasil, pode chegar a R$ 20 bilhões até 2023, especialmente por causa da revisão da tarifa de Itaipu. O levantamento lista, pelo menos, dez incidentes que culminaram em algum tipo de perda para o Brasil. Entre eles, estão as intervenções do governo boliviano em relação ao gás natural, a importação de energia da Venezuela, as mudanças na remuneração da energia de Itaipu cedida pelo Paraguai e o fornecimento de gás da Argentina. Continue lendo aqui

28 de junho de 2010

A arte de escolher o pior

Apesar do triunfalismo, a diplomacia talvez seja o pior aspecto do governo Lula: nenhum avanço nos acordos comerciais, distância dos países ricos e aproximação com ditaduras. A mudança - se é que virá - fica para o sucessor. Desde 2002, o país fechou um único tratado de livre comércio, com Israel. No que diz respeito aos Estados Unidos, que apesar da crise continuam a ser a maior economia do mundo, o governo brasileiro insiste em confrontar a Casa Branca, intervindo em questões como a nuclearização do Irã.

Panos quentes no Mercosul

Na coluna Opinião do Estadão, uma análise bastante acurada sobre o tal Fundo de 100 milhões do BNDES, para as empresas [de tecnologia] argentinas. "O governo brasileiro mais uma vez tratou com panos quentes um importante conflito comercial com a Argentina ? e mais uma vez o maior sócio do Brasil no Mercosul foi estimulado a apelar quando quiser para o protecionismo. O mais novo problema surgiu quando empresários argentinos foram instruídos pelo governo a recusar alimentos de origem brasileira, se houvesse produtos similares nacionais. A instrução foi informal e, segundo fontes empresariais, reforçada com ameaças de pressão fiscal". Leia o material completo aqui

18 de junho de 2010

Brasileiros apoiam Washington e castigo a Teerã

Apesar das recentes divergências entre Brasília e a Casa Branca, o povo brasileiro mantém uma opinião altamente favorável dos EUA - 62% dos brasileiros têm uma visão positiva do país, segundo a pesquisa sobre atitudes globais divulgada pelo Pew Research Center ontem. A mesma pesquisa mostra que, enquanto o Lula se opõe a sanções contra o Irã, 65% dos brasileiros são a favor dessas medidas contra o governo iraniano. "Esse é um caso claro em que o povo de um país não concorda com a política de seus líderes", disse ao Estado Andrew Kohut, presidente do Pew Center.

17 de junho de 2010

The Economist: Uma casca de banana iraniana

A decisão de Lula de votar contra as sanções ao Irã reduz as chances do Brasil em ocupar o almejado assento permanente no Conselho de Segurança da instituição, na opinião da revista britânica The Economist. Essa posição, junto com a aproximação entre o governo brasileiro e o de Venezuela e Cuba, diminui também as chances de acordo com os EUA em disputas relacionadas ao comércio internacional, como a tarifa sobre o etanol que os norte-americanos importam do Brasil.

15 de junho de 2010

Fracasso em acordos

O governo de Lula chega ao fim sem haver concluído um só acordo de livre comércio com um grande parceiro. O governo tem procurado apropriar-se do sucesso comercial do Brasil nos últimos oito anos, mas esse é apenas mais um caso de apropriação indébita. A expansão do comércio exterior nesse período resultou principalmente da combinação de três fatores estranhos à diplomacia petista. O primeiro foi o empenho do empresariado brasileiro em aumentar sua participação no mercado internacional. Continue aqui