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30 de outubro de 2010

Carreata de Serra em BH – uma festa grandiosa

Hino nacional e depoimento de Hélio Bicudo encerram carreata de 6 km de Serra em BH

A carreata que marcou o fim da campanha tucana à presidência da República, em Belo Horizonte, foi encerrada com a execução do Hino Nacional e um abraço forte coletivo do candidato do PSDB, José Serra, nos senadores eleitos Aécio Neves (PSDB) e Itamar Franco (PPS) e no governador reeleito Antonio Anastasia (PSDB). Serra e os aliados percorreram ao menos 6 quilômetros (km) a bordo de um jipe.



Juntando centenas de veículos - incluindo caminhões, motos e até triciclo - e skatistas, a carreata de Serra percorreu o trecho entre a tradicional Praça do Papa e o bairro da Savassi, na área nobre da capital mineira. Todo o percurso estava tomado de pedestres, e as casas no caminho estavam enfeitadas, com faixas e bandeiras. Percussionistas animaram a militância ao longo do percurso.

Direito do papa, direito do bispo

A candidata Dilma Rousseff, favorita na eleição presidencial que se decide neste domingo, cometeu na reta final mais um deslize fruto da inexperiência ou da certeza de que a imprensa e os eleitores não estariam atentos. Perguntada sobre a recomendação do papa Bento 16 aos bispos brasileiros, para que orientem seus fiéis a não votarem em quem defenda a legalização do aborto e da eutanásia, a candidata favorita reconheceu o direito do sumo pontífice expor sua opinião.

A resposta da candidata traz a marca da contradição. Poucos dias atrás, por iniciativa do partido dela, o PT, praticou-se uma violência contra o bispo de Guarulhos (SP), dom Luiz Gonzaga Bergonzini, que ao lado de outros dois líderes católicos mandara imprimir panfletos recomendando aos fiéis não votarem em partidos e candidatos que defendem a legalização do aborto. Atendendo a pedido do PT, a Justiça Eleitoral mandou apreender os panfletos, na gráfica, e a Polícia Federal cumpriu a ordem. Editorial Diário de SP

O cabo eleitoral

A presente campanha eleitoral, que chega ao fim, entra para a história como aquela em que os personagens centrais não foram nem os candidatos, nem suas propostas, mas um cabo eleitoral: o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

Ele foi o fator de desequilíbrio, colocando em segundo plano – na verdade, em nenhum plano – os temas que poderiam ter algum relevo, reduzindo a campanha a um plebiscito entre ele e “os outros”. Nesse embate, valeu tudo: atribuir ao adversário causas que não sustentou – como a privatização da Petrobras – e condutas que não teve, como a de forjar uma agressão que efetivamente sofreu, num ato eleitoral no Rio, semana passada. Por Ruy Fabiano

Imposto do brasileiro banca a gastança do governo

Farra fiscal custa R$ 140 bi em juros

Para bancar a despesa desenfreada do governo, Tesouro Nacional aumenta a dívida pública e consome mais impostos da população. Por dia, brasileiros já pagaram R$ 517 milhões em encargos em 2010

A gastança do governo para bancar a farra fiscal e impulsionar a candidatura à Presidência da República da petista Dilma Rousseff está custando caro ao país. A emissão de títulos públicos pelo Tesouro Nacional para financiar a farra de despesas resultou no pagamento de R$ 139,7 bilhões em juros da dívida somente de janeiro a setembro-valor nunca registrado para um período tão curto de tempo segundo levantamento realizado pelo Banco Central desde 2002. Por dia, a população arcou com encargos de R$ 517,6 milhões, ou seja, cada brasileiro bancou uma fatura de R$ 700, mais do que o suado salário mínimo (R$ 510). Por Victor Martins e Vânia Cristino

Marqueteiro do Recife diz que Dilma perde as eleições


O publicitário Marcelo Teixeira, da empresa Makplan e que já trabalhou para tucanos e petistas pelo Brasil, analisou os últimos números da pesquisa Datafolha e diz que Dilma pode até ganhar as eleições, mas que as chances maiores de vitória são do candidato tucano José Serra. Quando todo mundo dizia que Dilma levaria no primeiro turno, em entrevista exclusiva ao Blog de Jamildo, analisando os mesmos dados do Datafolha, ele antecipou que haveria segundo turno.

“Lula não conseguiu fazer a candidatura dela decolar. Ela é ruim de palanque e mesmo com o apoio quase totalitário não deslanchou nas urnas”, declara.

29 de outubro de 2010

Fernando Henrique encampa passeata pró-Serra no centro de SP

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso participou nesta sexta-feira (29), último dia da campanha eleitoral à Presidência, de passeata pela candidatura de José Serra (PSDB), nas ruas do centro da capital paulista.


Além de FHC, participaram o governador eleito Geraldo Alckmin, o prefeito Gilberto Kassab, o senador eleito Aloysio Nunes e o vice-governador eleito Guilherme Afif Domingos, além de artistas como ator Juca de Oliveira e o cantor Eduardo Araújo.

Faixas se destacavam entre as centenas de bandeiras com rosto e o número do candidato. “Chega de impunidade. Grande buzinaço contra a censura”, dizia um dos cartazes. Outra das faixas lembrava da polêmica sobre o aborto: “Vote a favor da vida”, com balões saindo das bocas de crianças. Camisetas também traziam a inscrição “o bem sempre vence”, em referência ao slogan “Serra é do bem”. Veja mais fotos da passeata aqui - UOL

Interferência papal

Mobilização de bispos faz Bento XVI defender participação do episcopado em questões políticas

O Papa Bento XVI disse ontem, no Vaticano, durante discurso para 14 bispos da Regional Nordeste 5 (Maranhão), que o episcopado tem "o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas". Sem mencionar diretamente a eleição presidencial de domingo no Brasil, o pontífice criticou propostas de descriminalização do aborto.

- Quando os projetos políticos contemplam, aberta ou veladamente, a descriminalização do aborto ou da eutanásia, o ideal democrático, que só é verdadeiramente tal quando reconhece e tutela a dignidade de toda pessoa humana, é atraiçoado nas suas bases - afirmou o papa. Por Gerson Camarotti

28 de outubro de 2010

Em Goiás, dono de instituto de pesquisa é preso por fraude

A Polícia Civil de Goiás prendeu ontem à noite, em Anápolis, 20 pessoas acusadas de participar de um esquema de compra de votos, entre elas o dono de um instituto de pesquisa local contratado pela campanha do candidato do PMDB ao governo,Iris Resende.

Os suspeitos foram ouvidos pela Polícia Federal nesta manhã. A suposta fraude consistia em, à guisa de pesquisa qualitativa, apresentar um vídeo sobre o programa de governo de Íris – destacando sua vinculação candidata Dilma Rousseff (PT) – e outro do adversário do PSDB, Marconi Perillo. No fim, eram oferecidos R$ 50,00 cash para quem decidisse votar em Íris.

O caso foi denunciado pelo deputado estadual Daniel Goulart (PSDB) e depois de abrir inquérito a polícia chegou ao local onde era feita a tal “pesquisa”. Segundo o Ibope, a eleição em Goiás está tecnicamente empatada. Jorge Felix – Portal IG

Um assunto muito sério

Embora desagrade a alguns, o aborto vem ocupando um lugar de destaque neste segundo turno das eleições. Alegam que há matérias mais importantes a serem discutidas, o que é um equívoco, pois o aborto - como outros assuntos que envolvam a vida humana - é tema legítimo e relevante em qualquer sociedade avançada.

Inadmissível é uma candidata à Presidência tentar ocultar suas convicções e opiniões, pensando somente no ganho eleitoral. É simplesmente patético vê-la jogar no lixo a própria dignidade, negando hoje o que disse ainda ontem, como se fosse possível apagar o passado. Por João Luiz Mauad

STF: Ficha Limpa já vale

Supremo decide que Jader Barbalho não poderá ser diplomado; decisão será a mesma para outros

Em sessão longa e tensa, com bate-bocas entre ministros, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu ontem que o deputado Jader Barbalho (PMDB), eleito senador pelo Pará com 1,8 milhão de votos nas eleições de 3 de outubro, não será diplomado, nem assumirá a vaga no Senado. A decisão, segundo o presidente do STF, Cezar Peluso, vale para os outros casos de candidatos que renunciaram a mandato para escapar de cassação, mas não é possível estender a decisão a todos os demais casos de políticos enquadrados na Lei da Ficha Limpa. Peluso avisou que a decisão valerá também para o candidato do PT ao Senado pelo Pará, Paulo Rocha, também enquadrado na lei por ter renunciado ao mandato de deputado em 2005. A validade integral da lei para as eleições deste ano será ainda analisada pela Corte. Por Isabel Braga, Catarina Alencastro e André de Souza

Um mito de papel

"Não me importo de ganhar presente atrasado. Eu quero que o Brasil me dê de presente a Dilma presidente do Brasil", conclamou Lula, do alto de um palanque, dias atrás. Não foi um gesto fortuito. Antes, a Executiva do PT definira a campanha "Dê a vitória de Dilma de presente a Lula". Aos 65 anos, a figura que deixa o Planalto cumpre uma antiga profecia do general Golbery do Couto e Silva. O "mago" da ditadura militar enxergara no sindicalista em ascensão o "homem que destruirá a esquerda no Brasil". Quando o PT trata a Presidência da República como uma oferenda pessoal, nada resta de aproveitável no maior partido de esquerda do País. Por Demétrio Magnoli

Papa condena aborto e pede a bispos brasileiros que orientem politicamente fiéis


Papa pediu que bispos brasileiros
orientem fiéis



Bento XVI afirmou que católicos devem 'usar o próprio voto para a promoção do bem comum'

Em reunião em Roma na manhã desta quinta-feira, 27, o papa Bento XVI conclamou um grupo de bispos brasileiros a orientar politicamente fiéis católicos. Sem citar especificamente as eleições de domingo, o papa reforçou a posição da Igreja a respeito do aborto e recomendou a defesa de símbolos religiosos em ambientes públicos. "Quando projetos políticos contemplam aberta ou veladamente a descriminalização do aborto, os pastores devem lembrar os cidadãos o direito de usar o próprio voto para a promoção do bem comum", disse.

Falando a bispos do Maranhão, Bento XVI reconheceu que a participação de padres em polêmicas podem ser conturbadas. "Ao defender a vida, não devemos temer a oposição ou a impopularidade", continuou.

27 de outubro de 2010

Multidão recebe José Serra no Recife

Um verdadeiro arrastão de militantes e jornalistas acompanhou a caminhada do presidenciável José Serra (PSDB) pelas ruas do Recife, nesta quarta-feira (27). Era quase impossível ver o presidenciável, que mal conseguia andar. Todos queriam, não apenas vê-lo, mas tirar fotos e pegar autógrafos, fazendo com que ele demorasse quase 1h para atravessar a rua da Imperatriz, rua do Centro da cidade.


Ao chegar no final da rua, o candidato entrou em um carro preto e foi interrompeu a caminhada. Poucos perceberam a ausência do presidenciável e a caminhada continou. Na rua Nova, muitos ainda esperavam pela passagem de Serra. O presidente estadual do PSDB, Evandro Avelar, era um deles. Ao ser questionado pelo Diario sobre onde estava o candidato, respondeu: “Não sei. Estou esperando ele passar por aqui.” - Por Júlia Schiaffarino

Cabral (Rio) e Alcides Rodrigues (Goiás): quando falta vergonha na cara!

Cabral cria feriadão para ampliar abstenção no 2º turno
O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), criou um feriadão nos dias seguintes ao final de semana do segundo turno para tentar ampliar a abstenção em reduto do tucano José Serra, a zona sul da capital fluminense. Cabral adiou de amanhã para segunda-feira, dia 1º, a comemoração do Dia do Servidor Público no Estado. Na terça é Dia de Finados, o que, somando-se ao final de semana, dá quatro dias sem trabalho para os fluminenses, estimulando que eleitores de renda mais alta deixem o Rio na eleição. Por Tathiana Barbar - Blog das Eleições Folha


Governador de Goiás cria feriado prolongado
O governador de Goiás, Alcides Rodrigues (PP), assinou decreto que transfere o feriado de hoje - Dia do Servidor Público - para sexta e cria ponto facultativo nas repartições públicas na segunda (véspera do Dia de Finados). Na prática, isso cria um feriado prolongado de cinco dias em meio ao segundo turno, no domingo. Disputam o governo Marconi Perillo (PSDB) e Iris Rezende (PMDB), apoiado por Rodrigues. A decisão desagradou aos tucanos. Segundo pesquisa do partido, 80% dos servidores estaduais apoiam Perillo. Segundo o governo de Goiás, o decreto não tem conotação política. Por meio da assessoria, Rezende afirmou que não se manifestaria. Folha de São Paulo

De que lado você está?

É válido ser neutro quando o presidente vira dono de uma facção?

Quando trabalhava num museu cheio de ossos e de artefatos indígenas cheirando a naftalina e mofo, eu - recém-chegado de Harvard e contrariamente ao meu projeto de ser apenas um pesquisador - fui galgado à posição de coordenador de um programa de ensino e pesquisa. A saída de seu fundador promoveu a minha entrada na "burro-cracia" federal da universidade e, de repente, eu me vi na posição de liderar um grupo de pessoas que mal conhecia. Éramos todos contra a ditadura militar que então governava um Brasil administrado pelo arbítrio e sem a regra de lei que entre nós, humanos, sempre instáveis e interessados, ajuda a manter a coerência; e, eventualmente, mas nem sempre, garante o uso de um só peso e medida. Por Roberto DaMatta

O voto kamikaze do eleitor brasileiro

A candidata do PT à Presidência, à frente em todas as pesquisas de intenção de voto e, por esta razão, teoricamente, com possibilidade de estar anunciando agora não mais propaganda mas medidas próximas do que faria se eleita fosse dentro de cinco dias, jogou na praça um lote de novos enigmas para seu eleitor decifrar.

Depois de ter enviado ao Tribunal Superior Eleitoral, para efeito de cumprimento da legislação, uma ata de reunião do PT a título de programa de governo, e fazer em seguida uma correção nessa peça para retirar as propostas polêmicas com mais potencial para perder do que para ganhar votos, anunciou esta semana, portanto, quase na boca da urna, alguns princípios que nortearão seu programa de governo, o real, supostamente a ser apresentado em janeiro, na posse, se eleita for. E o que se viu foi desprezo ao eleitorado que se interessa pelo tema, igual ao que dispensou quando mandou sem ler a ata de reunião do PT. Por Rosângela Bittar

Eleições e liberdade

Lula não sossega enquanto não conseguir amordaçar a imprensa. E quer que Dilma faça o mesmo caso vença

Os jovens com menos de 20 anos no domingo escolherão, juntamente com os demais eleitores, quem vai governar o País pelos próximos quatro ou oito anos. Destaco o voto dessa moçada por um razão especial: eles nunca sofreram restrições à sua liberdade de expressão, nunca viveram em regime de exceção, já nasceram na democracia. Talvez possa parecer a eles uma total excentricidade ouvir de seus pais ou professores que exista pairando sobre nossas cabeças ameaças à liberdade de expressão no Brasil.

OS NOVOS GOLPISTAS - Margrit Schmidt

Dilma no limite

"Vocês podem ter certeza, eu estou preparada para ser a primeira mulher presidente do Brasil". Foram as últimas palavras pronunciadas por Dilma Rousseff no debate da TV Record, já no início da madrugada de ontem. Quando um evento como esse chega ao fim e, mais uma vez, ela parece ter sobrevivido, seus assessores só podem comemorar aliviados -ufa!

O fato é que Dilma não inspira certeza sobre nada. É aflitivo vê-la na TV. Não apenas pelo aspecto rombudo e robótico da sua figura. A aflição de Dilma está estampada no ritmo da sua fala, ao mesmo tempo lenta e acelerada, feita de arranques e soluços, de frases decoradas mas quase sempre truncadas. Por Fernando de Barros e Silva

Dilma carne de pescoço é um poço de mentiras

Dilma na Record: Como pode uma candidata ter a coragem de mentir tão descaradamente? Tratar os eleitores como um bando de burros? A petista foi desmentida pelo O Globo, item por item, em suas afirmações dadas durante o debate da Record. Só mesmo sendo muito otário, ou companheiro de boquinha, para confiar e apoiar uma pessoa tão inescrupulosa como ela. Por Arthur

1) Dilma permitiu a privatização do Pré-Sal - Ex-diretor da Petrobrás contesta Dilma. Os leilões ocorreram mesmo depois da descoberta do pré-sal - o chamado "filé mignon" das reservas brasileiras

26 de outubro de 2010

De presidente a cabo eleitoral!

Nunca antes neste país um torneiro mecânico foi presidente da República. Nem nunca antes o seu presidente, a mais alta autoridade, foi cabo eleitoral de auxiliar. Lula, presidente da República, desprezou a liturgia do cargo e desceu ao picadeiro dos circos de terceira categoria. Ao pedir voto, Lula confessa, publicamente, ser “cabo eleitoral” e ao defender a sua candidata apela com promessas, mentiras e ainda tenta induzir a sociedade que, esta é competente e tem toda experiência necessária a qualquer Chefe de Estado, apesar de nunca ter assumido cargo executivo com poder pessoal de decisão e não tem projeto nacional de governo que possa explicar a razão do ser candidata e de governar um país com múltiplas complexidades em todas as áreas, da economia ao social. Algo pode atropelar o seu projeto de continuísmo, o que não significa competência. Opinião O Estado Online - Ceará