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30 de outubro de 2010

O cabo eleitoral

A presente campanha eleitoral, que chega ao fim, entra para a história como aquela em que os personagens centrais não foram nem os candidatos, nem suas propostas, mas um cabo eleitoral: o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

Ele foi o fator de desequilíbrio, colocando em segundo plano – na verdade, em nenhum plano – os temas que poderiam ter algum relevo, reduzindo a campanha a um plebiscito entre ele e “os outros”. Nesse embate, valeu tudo: atribuir ao adversário causas que não sustentou – como a privatização da Petrobras – e condutas que não teve, como a de forjar uma agressão que efetivamente sofreu, num ato eleitoral no Rio, semana passada. Por Ruy Fabiano

Imposto do brasileiro banca a gastança do governo

Farra fiscal custa R$ 140 bi em juros

Para bancar a despesa desenfreada do governo, Tesouro Nacional aumenta a dívida pública e consome mais impostos da população. Por dia, brasileiros já pagaram R$ 517 milhões em encargos em 2010

A gastança do governo para bancar a farra fiscal e impulsionar a candidatura à Presidência da República da petista Dilma Rousseff está custando caro ao país. A emissão de títulos públicos pelo Tesouro Nacional para financiar a farra de despesas resultou no pagamento de R$ 139,7 bilhões em juros da dívida somente de janeiro a setembro-valor nunca registrado para um período tão curto de tempo segundo levantamento realizado pelo Banco Central desde 2002. Por dia, a população arcou com encargos de R$ 517,6 milhões, ou seja, cada brasileiro bancou uma fatura de R$ 700, mais do que o suado salário mínimo (R$ 510). Por Victor Martins e Vânia Cristino

29 de outubro de 2010

Manobra fiscal [irresponsável] de Lula faz aumentar inflação

O Copom, comandado por  Meirelles,
apela em nome do equilíbrio no Orçamento,
objetivo esquecido pelo ministro Guido Mantega
Meirelles omite risco da gastança

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, voltou ontem a alertar para os riscos de o mundo mergulhar em uma nova crise, provocada por bolhas de ativos e de crédito. O aviso de Meirelles ficou, porém, pela metade. Ele não quis falar sobre os riscos que o Brasil enfrenta por causa da bolha criada pelos excessos de gastos públicos, que tem pressionado a inflação e obrigado o Comitê de Política Monetária (Copom) a manter a taxa básica de juros (Selic) nas alturas - 10,75% ao ano.

"Meirelles pode não verbalizar publicamente a preocupação do BC com as manobras fiscais do governo. Mas basta ler a ata do Copom (divulgada ontem) para saber o que a instituição está pensando a respeito das artimanhas da Fazenda", disse um executivo presente no encontro da Amcham. "Na verdade, todo mundo está muito assustado com a destruição da credibilidade das contas públicas. O governo Lula não podia ter feito isso", acrescentou.

Refinarias da Petrobrás são as mais caras do mundo

Estudo mostra que as refinarias da Petrobrás em Pernambuco, Maranhão e Ceará vão custar mais que o dobro da média internacional.

Polêmicas desde o anúncio do projeto, as novas refinarias da Petrobrás estão entre as mais caras do mundo, revela levantamento do banco Credit Suisse. A ampliação do parque de refino - necessária ante o aumento da produção nos próximos anos - voltou a ser criticada pelo mercado como um dos fatores que devem segurar a cotação das ações da estatal. O argumento é que o refino, ao contrário da área de exploração, traz margens pequenas de ganho, enquanto exige um volume extraordinário de recursos. Os custos das unidades programadas e a sua localização são os principais alvos de críticas. Por Kelly Lima

28 de outubro de 2010

Em Goiás, dono de instituto de pesquisa é preso por fraude

A Polícia Civil de Goiás prendeu ontem à noite, em Anápolis, 20 pessoas acusadas de participar de um esquema de compra de votos, entre elas o dono de um instituto de pesquisa local contratado pela campanha do candidato do PMDB ao governo,Iris Resende.

Os suspeitos foram ouvidos pela Polícia Federal nesta manhã. A suposta fraude consistia em, à guisa de pesquisa qualitativa, apresentar um vídeo sobre o programa de governo de Íris – destacando sua vinculação candidata Dilma Rousseff (PT) – e outro do adversário do PSDB, Marconi Perillo. No fim, eram oferecidos R$ 50,00 cash para quem decidisse votar em Íris.

O caso foi denunciado pelo deputado estadual Daniel Goulart (PSDB) e depois de abrir inquérito a polícia chegou ao local onde era feita a tal “pesquisa”. Segundo o Ibope, a eleição em Goiás está tecnicamente empatada. Jorge Felix – Portal IG

Manobra contábil afeta credibilidade

Quando era oposição, o PT execrava a economia de recursos públicos para pagar juros da dívida. A busca por este superávit, chamado de primário - por não considerar, na sua formação, despesas financeiras -, era demonizada, pois serviria para pagar juros a "banqueiros" e "rentistas", usurpadores do dinheiro do "povo". Mas, no poder, o partido teve de se curvar à sensatez de sua liderança, com o presidente Lula à frente, demonstrada na adoção da correta política de acumulação de superávits primários, a fim de evitar o descontrole na administração da dívida pública. Precisou aposentar o discurso a favor de "calotes" nos credores. Afinal, milhões de assalariados e trabalhadores têm poupança e pecúlio aplicados em títulos públicos. Eles constituem parte dos "rentistas". Editorial O Globo

Herança Maldita de Lula

Próximo presidente terá que elevar as receitas para corrigir a farra fiscal comandada por Lula e Guido Mantega

A gastança pública promovida pelo governo Lula, intensificada neste ano para turbinar a candidatura da petista Dilma Rousseff à Presidência da República, agravou as divergências entre o Ministério da Fazenda e o Banco Central e colocou em xeque a solidez fiscal do país. Dado o forte aumento das despesas e a vinculação orçamentária que dificulta cortes, analistas estimam que, para manter o mínimo de equilíbrio nas contas, o próximo comandante do país terá que recorrer ao aumento de impostos e ao retorno de recolhimentos semelhantes à extinta Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) para cobrir o alto custo da máquina. Eles ressaltam ainda que, sob a tutela do ministro Guido Mantega, o Tesouro Nacional praticamente esgotou o arsenal de maquiagem para criar superavits fiscais falsos. Por Ariel Caprioli

27 de outubro de 2010

Cabral (Rio) e Alcides Rodrigues (Goiás): quando falta vergonha na cara!

Cabral cria feriadão para ampliar abstenção no 2º turno
O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), criou um feriadão nos dias seguintes ao final de semana do segundo turno para tentar ampliar a abstenção em reduto do tucano José Serra, a zona sul da capital fluminense. Cabral adiou de amanhã para segunda-feira, dia 1º, a comemoração do Dia do Servidor Público no Estado. Na terça é Dia de Finados, o que, somando-se ao final de semana, dá quatro dias sem trabalho para os fluminenses, estimulando que eleitores de renda mais alta deixem o Rio na eleição. Por Tathiana Barbar - Blog das Eleições Folha


Governador de Goiás cria feriado prolongado
O governador de Goiás, Alcides Rodrigues (PP), assinou decreto que transfere o feriado de hoje - Dia do Servidor Público - para sexta e cria ponto facultativo nas repartições públicas na segunda (véspera do Dia de Finados). Na prática, isso cria um feriado prolongado de cinco dias em meio ao segundo turno, no domingo. Disputam o governo Marconi Perillo (PSDB) e Iris Rezende (PMDB), apoiado por Rodrigues. A decisão desagradou aos tucanos. Segundo pesquisa do partido, 80% dos servidores estaduais apoiam Perillo. Segundo o governo de Goiás, o decreto não tem conotação política. Por meio da assessoria, Rezende afirmou que não se manifestaria. Folha de São Paulo

Mágicos das contas

O governo Lula está produzindo o maior retrocesso na História recente do país na transparência das contas públicas.

Ontem foi um dia de não se esquecer. Dia em que o governo fez a mágica de transformar dívida em receita. E assim produziu o maior superávit primário do país em setembro, quando, na verdade, o Tesouro teve um déficit de R$ 5,8 bilhões. O passo a passo do governo nessa confusão é o seguinte: Por Miriam Leitão

Versões de Erenice

Parece claro que, com suas negativas, Erenice buscava poupar sua ex-chefe, Dilma

Revelaram-se falsas as veementes e repetidas declarações da ex-ministra Erenice Guerra de que jamais se reunira com empresários beneficiados pelos serviços da firma de lobby de seu filho. Como relatado em setembro nesta Folha, a ex-secretária-executiva da Casa Civil encontrou-se, no final de 2009, com representantes de uma empresa de Campinas interessada em liberar um empréstimo bilionário do BNDES. À época, a pasta era chefiada pela hoje candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff. Erenice vinha negando, desde então, ter participado da reunião. Anteontem, em depoimento à Polícia Federal, voltou atrás e admitiu ter recebido os empresários na sede do governo federal. Editorial Folha de São Paulo

Dilma carne de pescoço é um poço de mentiras

Dilma na Record: Como pode uma candidata ter a coragem de mentir tão descaradamente? Tratar os eleitores como um bando de burros? A petista foi desmentida pelo O Globo, item por item, em suas afirmações dadas durante o debate da Record. Só mesmo sendo muito otário, ou companheiro de boquinha, para confiar e apoiar uma pessoa tão inescrupulosa como ela. Por Arthur

1) Dilma permitiu a privatização do Pré-Sal - Ex-diretor da Petrobrás contesta Dilma. Os leilões ocorreram mesmo depois da descoberta do pré-sal - o chamado "filé mignon" das reservas brasileiras

26 de outubro de 2010

O homem do carro preto

Em janeiro de 2002, o prefeito petista de Santo André, Celso Daniel, foi sequestrado, torturado e morto a tiros. Desde a primeira hora, o seu partido fez o que podia para que a polícia considerasse o assassínio do companheiro crime comum. Mas não conseguiu evitar que, ao cabo de 5 anos de investigações, o Ministério Público paulista concluísse que Daniel foi eliminado por uma razão incomum. Ele queria acabar com a "privatização" das propinas arrecadadas de empresas de transporte da cidade. O esquema era operado pelo segurança do prefeito, Sérgio Gomes da Silva, o Sombra - preso e prestes a ser julgado como mandante do assassínio do chefe. Editorial  O Estado de S.Paulo

Percepção de corrupção piora sob Lula, diz ONG

O Brasil continua sendo visto como um país mais corrupto que a África do Sul, a ditadura na Tunísia, Malásia, Arábia Saudita, Botsuana, Turquia, Gana e Ruanda.

Crescimento da economia, a organização da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos, distribuição de alimentos por programas sociais e um líder "carismático" estão abafando problemas profundos de corrupção no Brasil. O alerta é da entidade Transparência Internacional, que publica hoje sua classificação anual dos países considerados os mais corruptos do mundo. Pelo ranking da organização não governamental, a percepção é de que corrupção hoje no Brasil é pior que no início do governo Lula. Por Jamil Chade

25 de outubro de 2010

Escárnio eleitoral

A fim de garantir a vitória de um aliado, Lula não viu problema em carrear alguns bilhões de reais para estatal goiana

Parece não haver limites para o desprezo pelo dinheiro do contribuinte no Brasil.
Pouco destaque na mídia ganhou a operação de ajuda montada pelo governo federal para tirar da berlinda, com recursos da Caixa Econômica Federal e da Eletrobras, a combalida estatal de energia de Goiás, a Celg. Em um acordo de pai para filho, autorizou-se em 13 de outubro o despejo de R$ 3,7 bilhões na companhia goiana, a juros de 6% ao ano e duas longas décadas para o pagamento. Por Márcio Pacelli

Um estelionato por dia

Parece ser a sina dos tesoureiros do PT. Desta vez, é João Vaccari Neto, o atual guardião das finanças do Partido dos Trabalhadores, quem está prestes a se sentar no banco dos réus. Na semana passada, ele foi denunciado à Justiça por formação de quadrilha, falsidade ideológica, estelionato e lavagem de dinheiro. Os crimes referem-se ao golpe que, segundo o Ministério Público (MP), ele aplicou juntamente com outros dirigentes da Bancoop, a Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo. Desde a sua fundação, em 1996, a Bancoop é dirigida por sindicalistas ligados ao PT. De 2004 a 2010, ela foi presidida por Vaccari. O trambique comandado pelo tesoureiro petista funcionava da seguinte maneira: Por Laura Diniz

Idolatria por Lula e militância paga para dar quorum a comícios de Dilma

CADÊ O BUFÊ
"Disseram que ia ter bufê, mas não teve. Era mentira", reclamava a desempregada.

Campanha de Dilma foi acompanhada pela Folha nos últimos 3 dias em BH, Carapicuíba e Rio

"Muita gente vai votar nela para ele voltar depois. A verdade é que o povo já tá com saudade dele", disse na manhã de sábado a funcionária pública Cida Aguiar, 34, minutos antes de o helicóptero petista pousar em Carapicuíba (Grande São Paulo). Por Bernardo Mello Franco

No Rio, mata-mosquitos usam sindicato para promover Dilma

"Prática é ilegal", adverte Paulo Carvalho Filho, que vai levar o caso à Procuradoria da Justiça Eleitoral, em Brasília

O Sindicato de Trabalhadores de Combate às Endemias e Saúde Preventiva (Sintsaúde-RJ) tem usado o blog oficial da entidade para fazer campanha para a petista, Dilma Rousseff. O sindicato é o mesmo que promoveu a manifestação em Campo Grande, na zona oeste, quando o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, foi agredido. O coordenador da Fiscalização da Propaganda Eleitoral na capital, juiz Paulo César Vieira de Carvalho Filho, afirmou que a prática é ilegal e vai reportar o caso à Procuradoria Regional Eleitoral, em Brasília. Por Clarissa Thomé

Luz para todos e dinheiro para eles

O programa do governo Lula ajudou a encher os bolsos da família de Valter Cardeal, diretor da Eletrobras e homem de confiança de Dilma Rousseff

O programa Luz para Todos é a versão petista do Luz no Campo, criado no governo FHC. Desde 2003, ele já levou energia elétrica a 2.5 milhões de famílias que dependiam de lamparinas ou geradores. Seria uma boa notícia, não fosse o fato de o Luz para Todos estar, desde o início, imerso em sombras ao menos quando o assunto é a administração de suas verbas. Na semana passada, VEJA descobriu mais um fio desencapado no programa sob responsabilidade da Eletrobras. Seu diretor de engenharia é o já bastante enrolado Valter Cardeal, homem de confiança da ex-ministra e candidata à Presidência da República Dilma Rousseff. Como um dos principais responsáveis pelo Luz para Todos, ele tem poder para liberar pagamentos e chancelar os contratos feitos com as empresas que executam o programa. Pois Cardeal achou que, se a luz era para todos, poderia também ajudar a energizar os negócios de sua família no Rio Grande do Sul. Por Fernando Mello e Igor Paulin

23 de outubro de 2010

Veja: Intrigas de estado

É conhecido o desprezo que o PT nutre pelas instituições republicanas, mas o que se tentou no Ministério da Justiça, criado em 1822 por dom Pedro I, ultrapassa todas as fronteiras da decência. 
 

Em quase 200 anos de história, o ministério foi chefiado por homens da estatura de Rui Barbosa, Tancredo Neves e quatro futuros presidentes da República. O PT viu na tradicional instituição apenas mais um aparelho a serviço de seu projeto de poder. Como ensina Franklin Martins, ministro da Supressão da Verdade, “às favas com a ética” quando ela interfere nos interesses políticos e partidários dos atuais donos do poder. VEJA teve acesso a conversas entre autoridades da pasta que revelam a dimensão do desprezo petista pelas instituições. Você lê a matéria da Veja aqui

Investigação sobre dilmistas é arquivada

Procuradoria põe fim a procedimento que apurava participação de aliados da petista em fraude no Luz para Todos . Procurador alegou que TCU acatou argumentos dos responsáveis pelos problemas; ministra do STJ lamentou a decisão

O Ministério Público Federal arquivou em definitivo o único procedimento que apurava a participação de aliados da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, em fraude no programa Luiz Para Todos no Piauí. Alvos da Operação Navalha, da Polícia Federal, Valter Cardeal, diretor da Eletrobras, e Silas Rondeau, que sucedeu Dilma no Ministério de Minas e Energia, estão entre os denunciados pela Procuradoria Geral da República sob a acusação de formação de quadrilha e gestão fraudulenta dos recursos do programa Luz para Todos. Por Fernanda Odilla